Hoje é dia de mais uma entrevista aqui no blog meus amigos e leitores!!
Hoje vou entrevistar o autor J.R. Viviani. Ele já publicou vários livros, para conhecer toda a sua obra visite o site do autor, VENDEDOR DE ILUSÃO. Hoje vamos falar um
pouco mais sobre o seu livro Uma Página Virada que tem uma história muito emocionante. Quero agradecer o carinho que o J.R. Viviani recebeu o meu convite para essa entrevista.
Sinopse do livro UMA PÁGINA VIRADA
A forte depressão econômica que imperava na Itália nos finais do século 19, distribuía miséria e fome obrigando milhares de famílias imigrarem a outros países em busca de oportunidades e melhores condições de vida. O que ocorreu também com a família de Francesco, um jovem de idade muito tenra ainda, – filho único, que, por infortúnio e fatalidade, muito contra vontade, obedecendo ao desejo dos pais teve que deixar sua terra e imigrar para o Brasil. E está é a narração de sua vida, que discorre, inicialmente, sobre sua frustração e desilusão de deixar o lugar que tanto amava e ir para uma terra estranha, mas que lhe dava muita e não apagava a esperança de um dia poder retornar a sua bela e amada Itália. Conta suas lutas e dificuldades que aqui enfrentou, não só com a língua, costumes e cultura totalmente distinta, mas principalmente dos excessos que cometiam aproveitando a enorme massa de imigrantes italianos que pra cá vinham, tratando-os como semiescravidão nas fazendas de café, locais para onde a maioria ia buscar como ilusão construir um futuro...
Um romance onde afloram sentimentos de mágoa, descrença, desilusão e melancolia, mas também de amor, paixão, alegria e felicidade. Uma história de vida admirável, envolta por muita ação e realizações, caracterizada por determinação e idealismo que culmina em satisfação e regozijo.
A forte depressão econômica que imperava na Itália nos finais do século 19, distribuía miséria e fome obrigando milhares de famílias imigrarem a outros países em busca de oportunidades e melhores condições de vida. O que ocorreu também com a família de Francesco, um jovem de idade muito tenra ainda, – filho único, que, por infortúnio e fatalidade, muito contra vontade, obedecendo ao desejo dos pais teve que deixar sua terra e imigrar para o Brasil. E está é a narração de sua vida, que discorre, inicialmente, sobre sua frustração e desilusão de deixar o lugar que tanto amava e ir para uma terra estranha, mas que lhe dava muita e não apagava a esperança de um dia poder retornar a sua bela e amada Itália. Conta suas lutas e dificuldades que aqui enfrentou, não só com a língua, costumes e cultura totalmente distinta, mas principalmente dos excessos que cometiam aproveitando a enorme massa de imigrantes italianos que pra cá vinham, tratando-os como semiescravidão nas fazendas de café, locais para onde a maioria ia buscar como ilusão construir um futuro...
Um romance onde afloram sentimentos de mágoa, descrença, desilusão e melancolia, mas também de amor, paixão, alegria e felicidade. Uma história de vida admirável, envolta por muita ação e realizações, caracterizada por determinação e idealismo que culmina em satisfação e regozijo.
Para saber mais sobre os outros livros do autor J.R. Viviani, clique AQUI
Marcia Pimentel - Olá, J.R. Viviani, conte para
nós quando começou a escrever? E o que(ou quem) o motivou a
escrever?
J.R. Viviani - Não sei dizer com exatidão
quando foi, mas deve ter sido no mínimo há uns 15 anos atrás. E
não ouve propriamente quem ou o que me motivou, e também não sei
dizer como nasceu em mim o desejo de
escrever. Comecei sem muito propósito e nenhuma pretensão – como
se fosse um teste comigo mesmo – o meu primeiro livro e, daí pra
frente, a empolgação e a imaginação me empurraram e não parei
mais... Procurando e querendo, é claro, levar alguma mensagem boa
ou, pelo menos, agradar às pessoas.
MP - Como você se sente sendo escritor? O que sente quando escreve?
J.R. Viviani - Minha cara amiga, essa é, pra
mim, uma pergunta de difícil resposta; juro que não sei dizer o que
sinto sendo um escritor, porém ao escrever, não importa o que, nem
imaginando se agradará ou não às pessoas, sinto-me realizado.
MP - Como foi publicado o seu primeiro livro? Quais as dificuldades para conseguir publicar sua obra?
J.R. Viviani - Inicio respondendo pelas
dificuldades que foram mais do que você
possa imaginar!... O fato foi que, como qualquer grande ilustre
desconhecido escritor brasileiro, eu bati de porta em porta
continuamente implorando como quem pede esmola ao feudalismo
editorial brasileiro; era humilhante, pois, além de deixarem a clara
impressão de sequer lerem as obras, nem resposta eu tinha. E isso
foi por anos... Já admitia, apenas da frustração, ser impossível
conseguir publicar alguma coisa. Até que um dia, felizmente, conheci
o Clube de Autores que possibilita e oferece plenas condições para
autopublicar. Foi conhecendo o Clube de Autores que meu sonho se
tornou realidade. Depois de muito tempo publiquei todas as minhas
obras, sem pedir favor a ninguém... E a eles, – do Clube, sou
imensamente grato, pois, sem julgar se minhas obras têm algum valor
literário, foram os que possibilitaram até essa entrevista! Do
contrário, com certeza, continuaria eternamente escondido atrás da
coxia do grande teatro da vida...
MP - Como seleciona os temas para as suas histórias?
J.R. Viviani - Todas as minhas histórias são
oriundas de fatos marcantes por mim vividos de forma indireta, –
pessoas que conheci ou situações que vivenciei. Nenhum das minhas
obras, até então, foram frutos da imaginação. Os personagens e
muito do desenrolar dos temas são fictícios é claro; foram criados
para dar corpo e consistência aos enredos, todavia, os protagonistas
foram pessoas que de fato conheci e que me marcaram inspirando
escrever narrando parte das suas existências.
MP - No Brasil, sabemos que a
leitura não é um hábito da população em geral. Quantos livros em
média você lê por mês?
J.R. Viviani - É verdadeira sua afirmação;
muito pouco se lê nesse nosso país, o que lamentável, já que,
como dizia Monteiro Lobato: “Um país é feito de homens e de
livros”. Eu, como autor que sou, sinto-me na obrigação de ler
outros autores, pois preciso, acima de tudo, saber como se expressam,
com isso, leio em média 1 livro ao mês já que me dedico aos meus
projetos.
MP - Quais as melhorias que você
citaria para o mercado literário no Brasil?
J.R. Viviani - Incrementar contínua e maciçamente
ao povo, através dos órgãos competentes, divulgações de
conscientização e incentivo à leitura. Reduzir, de uma forma ou de
outra, os preços das publicações e obrigar as editoras terem um
número mínimo de autores nacionais, seja dando a elas incentivos
fiscais ou coisa que o valha.
MP -Vamos falar um pouco sobre o
seu livro Uma Página Virada.
O livro Um Página Virada conta
a história de um imigrante italiano que veio para o Brasil no começo
do século 19. Nos conte um pouco mais sobre a história do livro.
J.R. Viviani - Falar sobre a história desse livro, minha cara, me
empolga. É um tanto longa para explicar, mas, não abusando da
bondade dos leitores e nem da sua paciência, vamos lá...
Os personagens desse livro foram criados por imaginação,
sem nenhuma ligação com a realidade, somente para dar corpo e
sentido à narração, entretanto, o protagonista, – Francesco, foi
uma pessoa que conheci na minha infância, – aí com meus nove dez
anos, que carinhosamente era chamado por Ciccillo. Na época, menino
que eu era, ficava ouvindo, entretido, a conversa dos mais velhos, e
nessas conversas ouvia coisas que não entendia quando Francesco
falava exaltado para os demais:
—“Oh..., se não gostam do Brasil, o que estão
fazendo aqui?... Se gostam tanto da Itália, por que não voltam pra
lá? Vão embora daqui, que é melhor!” – falava e todos em
voltam riam por vê-lo falar tão bravo. E quando algum abria a boca
era para provocá-lo:
— “E você?... Você é italiano!... Por que fica
aqui?” – e Francesco respondia mais bravo ainda:
— ”Que italiano, coisa nenhuma! Eu sou brasileiro!”.
Normalmente as conversa entre eles
era em italiano, e todos riam com um que
falava:
— “Brasileiro..., onde já se viu dizer que é
brasileiro falando em italiano?”
Na época, eu achava engraçada a forma curiosa de se
tratarem, só depois, muito depois, é que fui entender a razão
daquelas discussões, por saber, principalmente, com que idade
Francesco imigrou e da sua predileção pelo Brasil. Com isso, e me
interessando, – como descende de italianos que sou – pelo que
passaram os imigrantes na época e imaginando o que podia um jovem
como ele sentir ao deixar sua terra, resolvi escrever essa história.
Que na realidade retrata, através de Francesco, as dificuldades que
muitos imigrantes viveram por aqui...
Você não perguntou, porém eu lhe digo que “Uma
página virada” foi a mais difícil obra que escrevi. Nela não
usei somente imaginação nas narrativas, já que essa história se
desenrola dos finais do século 19 até meados do século 20 e nesse
período o mundo foi afetado por profundas mudanças políticas e por
conflitos que influenciaram a vida de todos, e a de Francesco não
foi exceção. Iniciando com a Primeira Grande Guerra, passando pela
ascensão do comunismo, do surgimento de movimentos radicais; do
fortalecimento e da criação de ideologias autoritárias com
implantação de regimes ditatoriais; das diversas revoluções que
ocorreram no Brasil principalmente em São Paulo, somadas às greves
operárias; do advento da Segunda Grande Guerra, e por aí afora. E
para descrever isso, além da cronologia, foi preciso caracterizar o
que isso tudo influi, de forma direita ou indireta, na vida de
Francesco.
MP - Por
que o título Uma Página Virada?
J.R. Viviani - Através da impressão que eu tinha ao ouvir o senhor
Francesco falar com tanta convicção; transparecia que pra ele a
Itália não representava mais nada, não era mais nada na vida dele,
– era coisa do passado, como se fosse uma página do livro da sua
vida e que ele simplesmente virou; daí o título: “Uma página
virada...”
MP - Como foi a construção do enredo e dos personagens?
J.R. Viviani - Essa pergunta eu creio já ter
respondido parcialmente acima e complemento dizendo que o enredo e os
personagens foram criados pela admiração que adquiri pelo senhor
Francesco, mais propriamente pelo amor que ele demonstrava ao Brasil.
MP - Onde podemos comprar o seu
livro?
J.R. Viviani - O livro pode se adquirido no Clube
de Autores na forma de livro impresso e no formato ebook na Amazon.
MP - Quais os seus projetos futuros?
J.R. Viviani - Atualmente, estou escrevendo dois
novos livros. Um deles se trata da compilação de Contos por mim
escritos e que ainda os continuo escrevendo, e outro, que é o
romance intitulado: “Na toca da Onça”, cujo
tema nasceu ao conhecer, na minha
juventude, um viciado nas cartas do baralho, e quando mais tarde,
lendo uma notícia sobre a influência da lei que proibiu o jogo no
Brasil determinando o fechamento dos inúmeros cassinos que criavam,
de forma direta e indireta, milhares de empregos e oportunidades e
imaginando o que as pessoas passaram na época incentivou o tema. O
título é engraçado e curioso, eu sei, mas que tem uma razão de
ser, e só quando o livro estiver pronto quem lê-lo entenderá, pois
a razão é muito longa para explicar aqui. Trata-se de uma história
divertida, pitoresca e hilariante, mas que não deixa, ao mesmo
tempo, de ser realística. Na qual narro à vida, como já disse, de
um jogador inveterado, – um viciado nas cartas do baralho, assíduo
frequentador dos cassinos, que se desenrola no início dos anos
cinquenta, época remanescente, infelizmente, pra muitos e inclusive
para ele, da tal proibição do jogo, mas que, mesmo assim,
continuava nos cassinos clandestinos tenho a jogatina como sua
profissão, – seu meio de vida... Enfim, é a história de um
autêntico e verdadeiro malandro na expressão da palavra.
MP - Obrigada
J.R. Viviani por ter nos contado um pouco sobre você e seus livros.
Agora deixe um recado para os leitores e amigos do Blog Marcia
Pimentel, e para quem deseja ser escritor(a).
J.R. Viviani - Bom, cara amiga, antes de deixar o
meu recado aos seus leitores, devo e faço questão de deixar
registrado o meu agradecimento pela oportunidade da entrevista. Aos
leitores e amigos do seu blog, o meu obrigado pela paciência da
leitura esperando que minhas respostas tenham sido a contento. Já
para quem deseja ser um autor, me é difícil deixar um recado, pois
quem sou eu pra isso?... Mas você é tão
gentil que não posso deixar de tentar atendê-la, então vamos lá...
Caro futuro escritor, minha dica é: não seja alienado e
introspectivo; leia tudo o que puder e conheçam as obras de outros
autores, pois, seguramente aprenderá se disciplinando e se
corrigindo, entretanto, não se acue, seja audacioso como todo
artista deve ser; ponha pra fora, sem receio, toda sua criatividade,
– dê asas a ela e não tenha medo de errar...
MP - Rapidinhas
(responda com uma palavra)
Deus: criador
Filhos:
amor
Amor: Carolina (filha querida)
Saudade: muita.
Uma lembrança: sei lá?
Um sonho: ser feliz.
Escrever: sempre.
Uma viagem: sem desejo!
Uma cor: azul-royal (cor da nobreza)
Um livro:
“Reinações de Narizinho” – Monteiro Lobato.
Um filme: “O Poderoso Chefão”
Uma frase: “Leiam, leiam sempre; ler é viver...”
Adorei a entrevista e espero que todos também tenham gostado. Foi muito bom saber um pouco mais sobre você é sobre o livro Uma Página Virada. Obrigada J.R. Viviani por dividir comigo e com os leitores do blog a sua vida e sobre os seus trabalhos.
Compre o livro no Clube de Autores
Querido Viviani! Marcia Pimentel, obrigada por nos oportunizar conhecer um pouco mais deste escritor tão talentoso e muito amado por todos nós seus leitores fãs. Adorei a entrevista do inicio ao fim. VIVIANI sabe como ninguem ser verdadeiro e humilde , modesto em suas colocações. Adorei no final saber que também gostas do azul minha cor preferida rsrsrsrsrs .Parabens, Marcia por esse privilégio. ..e você Viviani....meu carinho, minha admiração e respeito. Beijos . Veraportella
ResponderExcluirOlá, Verinha!
ExcluirPara mim foi um prazer fazer a entrevista com o J.R. Viviani. Ele é realmente muito talentoso.
Obrigada pelo seu comentário.
Bjs
Adorei a entrevista. Fiquei a conhecer um pouco melhor o autor.
ResponderExcluirUm abraço
Olá, Elvira!
ExcluirNa entrevista o autor J.R. Viviani passou tudo de si para que conhecêssemos ele e sua obra melhor.
Bjs
Bom dia! Adorei o seu blog e sempre virei aqui para ver os seus posts. É legal ver que você, como autora, não foca o seu blog apenas em você, mas também em mostrar outros autores para os seus leitores.
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